Psicologia nas Escolas


  Estamos em tempos difíceis. Tendo muito mais problemas com déficit de atenção e bullying dentro das instituições de ensino pelo país afora. Devemos dar ênfase à construção de um saber centrado no desenvolvimento de ações críticas, éticas, inovadoras e transformadoras voltada à realidade brasileira. Juntar o máximo possível para estabelecer estratégias psicossociais críticas na comunidade escolar, que atente aos aspectos sócio-históricos que fazem parte do universo humano e contribuem para a constituição de um sujeito mais consciente, crítico, ético, sensível e autônomo. Deve-se saber de que a possível integração de saberes, como a Psicologia Escolar-Psicologia Social, de forma interdisciplinar, é capaz de redimensionar o processo dialético que perpassa a realidade objetiva e subjetiva da comunidade escolar, estar identificando as contradições da estrutura concreta e simbólica dos conflitos escolares e, assim, possibilitando ao profissional da área de psicologia escolar e social uma postura comprometida com as questões sociais e históricas que ocorrem nesse campo de atuação, para que surjam propostas de intervenções alternativas e realistas que permitem a esse profissional uma atuação política e humanitária.   A psicologia escolar é vista como um campo de atuação que articula diversas dimensões: individual, social, institucional e cultural, um palco de muitas controvérsias, na qual se encontram, basicamente, de um lado, as necessidades identificadas nesse universo e, de outro, a capacidade de produzir respostas e intervenções satisfatórias voltadas para o saneamento das demandas que tais campos criam. Com certa freqüência, pelo menos uma das dimensões citadas acima acaba sendo ignorada, o que dificulta a compreensão e a busca de soluções mais duradouras para os problemas dentro das instituições de ensino. Uma boa proposta possível à esta área de atuação é que, como produto e instância produtiva na vida social, devem-se criar condições internas para que possa competentemente exercer a função que lhe cabe, isto é, devem se estabilizar numa sólida base teórica e metodológica, organicamente ligada à pratica, e encontrar os conflitos que estiveram presentes na constituição desse saber, para cumprir efetivamente a necessária mediação com a realidade. Cabe, portanto, ao psicólogo (tanto escolar como social), diante dessa situação, capacitar a população da unidade escolar para transcender em suas possibilidades de ser e dirigir-se a uma totalidade: contraditória, múltipla, relacional, mutável, transformadora e consciente de que suas ações estão sendo dominadas por um ideário dominador, liberal e autoritário.

 

 

 


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Irmalinda Hertzing • CRP: 12/08150 • Psicóloga especialista em Avaliação Psicológica